sábado, 18 de julho de 2009

Gadú

Preciso de dinheiro urgentemente antes que fique sem ingresso....


socorro

Algém quer o número da minha conta???

acho que vou entrar naquele site de fazer vaquinha =)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

...dos blogs por aí...

Diretamente de COMENTÁRIOS ABERTOS...

A Gorda

Como quem descascava uma mexerica, a gorda procurava amor. Pedacinho por pedacinho da casca rasgada e arrancada, a acidez sentida por debaixo das unhas, a avidez de engolir os gomos. A gorda era gorda de tanto amor que tinha para dar.

Se apaixonava, vez em quando. Por alguém acessível, ninguém que fosse fora de seu alcance (não há limites pra sonhar? experimente ser gorda e sonhar com um namorado lindo como o da sua amiga magra). É como se as pessoas se separassem em camadas de beleza, tolerando pessoas de nível semelhante, ignorando os intocáveis feios e fingindo não sonhar possuir alguém superior.

Sem hipocrisia, sem essa de todos somos iguais. Alguém mais feio que você tem chance contigo? Honestamente? Sem ter muitos dígitos na conta bancária? E esse era o problema da gorda, ela não sabia fingir. Não sabia fingir que não queria aquelas pessoas tão inalcançáveis, as bonitas. Não ousava quebrar as regras, ela não interagia com os mais bonitos - eles a excluiriam. Até as amigas, as amigas eram todas tão feias quanto. A diferença da gorda para com as amigas - algumas também gordas - era que ela não aceitava a própria camada.

Os bonitos são os magros, não são? Ela não era magra. Os bonitos são os magros, não são? As amigas tinham namorados feios. A gorda não queria um namorado feio. Qual o sentido de namorar se não o de contemplar uma beleza, mesmo que só você a veja, na outra pessoa? E a gorda, azarada. só via a beleza no que todos concordavam ser belo.

Na casa da gorda, dois cachorros. Um era de raça, um amor. Brincava, corria, uma simpatia, não havia quem não gostasse. O outro, vira-lata, fora socorrido pela família depois de ser atropelado e que, por esquecimento, acabou ficando ali mesmo. Um poço de carência, o vira-lata. Chorava alto, pulava em qualquer um que chegasse perto, implorava atenção.

A gorda amava o de raça sinceramente, porque este se fizera amar. O vira-lata era desprezado pela família inteira, mas a gorda também o amava. Por obrigação. Os olhos pedintes do vira-lata refletiam o olhar desesperado por amor da gorda. Era uma corda-bamba, porque se identificar com um vira-lata carente não é tão gostoso assim: ela odiava o vira-lata, quando esquecia que devia amá-lo. Cachorro mais insolente, chato, pidão.

Tinha um amor que amava há algum tempo, porque de vez em quando a gorda via beleza em alguém do seu mesmo nível, sem perceber que caía na armadilha em que suas amigas já haviam caído. Só um. Ele era magro, e ela amava isso a respeito dele. Tinha um corpo quase bonito, uma postura quase elegante. O rosto era um desastre, mas até que os dentões tinham seu charme.

Conheceram-se num ônibus, que ela pegou pra ver uma tia no interior. Os dois sentaram lado a lado e ele ousou puxar papo. Pouco depois, consumida por desejo e vontade de transigir, ela se entregou pela primeira vez ali mesmo, o banco de ônibus testemunha de umas poucas gotas de sangue e alguns gemidos abafados.

Trocaram telefones, mas nunca voltaram a se encontrar. Conversavam longamente ao telefone, fantasiando um reencontro. Combinaram casar. Combinaram que começariam uma vida juntos, e ela levaria o vira-lata (até os vira-latas merecem um dia de protagonista). Com o tempo as ligações foram ficando esparsas, e eles se perderam numa curva que a vida deu. Coincidências não resistem ao destino.

Mesmo muito depois, ela se lembrava. Ela não foi ignorada. Ela não foi sempre só a gorda. Ela foi amada. (Se ele realmente a amou, não importa. Talvez tenha amado. De qualquer forma, a gorda acreditava sinceramente nas memórias).

Quando, depois disso, recebia uma proposta amorosa de alguém, a resposta padrão era não. O amor - que ela já tinha experenciado, pensava - aparece, ele não precisa de propostas. Ah, e quando ele aparece são horas no telefone contando todos os defeitos que tem, pra que o outro diga "Você não é assim" e você sobe às nuvens, estufado pelas ilusões macias que ouviu. O outro, coitado, pensa que você é perfeito. Você, esperto, sabe que o outro é perfeito, e de todas as formas tenta evitar que ele descubra suas verdadeiras imperfeições.

Foi visitar a tia novamente, muitos anos depois. A tia não tinha importância na sua vida, era só uma tia, e a gorda não se importaria se ela fosse só mais uma tia no porta-retratos da estante. Era a viagem que tinha valor, as horas no ônibus lembrando da sensação de roçar silenciosamente no banco suado, a vez que fora amada. A única vez.

Na casa da tia, abriu um jornal esperando que o dia passasse rápido, para entrar no ônibus novamente. Na coluna social, o garoto do ônibus casando com uma outra mulher. Ainda mais gorda. A gorda se sentiu traída. "Tudo bem que eu não sou tudo isso, mas me trocar pela ainda mais gorda?". Era pior que traição, era trair e humilhar. Chorou no banheiro, enquanto passava grossas camadas de batom nos lábios gordos, tentando parecer revigorada. Ficou parecendo uma palhaça, os olhos vermelhos combinando com a boca. A palhaça mais triste que já fora vista.

Voltou para casa, com nojo do ônibus, um enjôo horrível que insistia em fazê-la suar no banco, lembrando-a mais ainda do dia em que fora usada (não, não fora amada, pensava ela, fora usava, roubada, profanada); Chegando, foi cumprimentada alegremente pelo cachorro de raça. A gorda se ajoelhou, olhou para os seus olhos orgulhosos de cão comprado, encheu-se de raiva e atacou o cachorro com um soco. Soco mesmo, desses dados em cara de gente. Com força, bem no focinho idiota do cachorro. Como era arrogante! Pois era só um cachorro, não devia ser arrogante.

Enquanto olhava o cachorro de raça tentar, perplexo, se reerguer, sentiu uma forte dor no braço. Era o vira-lata, com olhos de fúria que ela nunca tinha visto antes, defendendo o amigo. Puxou o braço, e o vira-lata parecia ter voltado ao normal, pidão e carente, como se nada tivesse acontecido. Abanava o rabo e chorava, o pênis exposto pelo cio.

A gorda cobre o braço como pode, algum sangue escorre. A mordida não fora tão profunda.

Puxou o vira-lata direto pelo pescoço, sem o levantar do chão, e o trouxe para dentro da casa. Era a primeira vez que entrava na casa, lugar antes reservado para as pessoas e cachorros de raça. Foram para o quarto. O cachorro assustado, tentava acompanhar a velocidade da dona, mas as patas não conseguiam direito e ele era arrastado.

Ela chorava. As lágrimas escorriam pelo canto dos olhos vermelhos inchados, lambiam suas bochechas vermelhas e gordas e morriam nos lábios, borrando o batom em sua boca vermelha e pintando de vermelho também seu queixo (o primeiro de seus vários queixos de gorda).

Lembrou dos doze anos de idade. Na escola, escutou sem querer um professor dizendo "Coitada dela, ela tem um rosto tão bonito, pena que é gorda". Nunca ouviu alguém falar "Coitada de fulana, tem um rosto tão bonito, pena que ela é magra demais". Gordas sempre tem o rosto bonito.

Arrancou as roupas do corpo e puxou o vira-lata para cima de si. O cachorro, instintivo, penetrou-a com força. Ela gritou de dor. Ela também não entendia. O cachorro assustado com a atenção inesperada e com o grito da dona, chorava. A gorda, sem condições de pensar, gemia. Sentia nas canelas gordas que quase não existiam (pareciam uma extensão das coxas, que só terminavam em pés enormes e roliços que lembravam patas de elefante) o peso das patas do cachorro, o pêlo sarnento dele se misturando com a pele dela.

O cachorro é o melhor amigo do homem, e ela estava confusa por misturar amor e amizade. Ele, chorão e carente. Ela, chorona e carente. Almas gêmeas. Pela segunda vez, a gorda foi amada. O amor de um cão é sempre fiel.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Que tempo bão...

...àquele em que eu morava sozinha e me sentia solitária...
Era tão bom me sentir solitária.... era tão bom a casa só sua....ai que saudade...

saudade dos prédios em que morei

saudade dos 6, 7 anos, que ia com meu avô Nelson no buteco da esquina pra tomar sorvete 'pedacinho do céu', comprar chiclete de tatuagem do Pato Donald e dos anéis de plástico que vinham em cima do algodão-doce...

saudade dos 9 anos, ouvia Marisa Monte e Balão Mágico no meu Gradiente debaixo da cama rsrsrs...

saudade dos 11, a vizinha me trazia uns docinhos em fora de frutas que nunca encontrei em lugar algum até hoje...

saudade dos 13 anos...era piscina e sauna o dia todo...

saudade dos 16, era rua, piscina, buteco todo dia (e umas coisitas mas hehehe)

saudade dos 17, o colégio era tão legal

saudade dos 19, a facul era demais

saudade dos .... acabouuuu... não tô tão velha assim...ainda...

Viva os 21!!!!!!!!!!

=)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Aos Empregos... Trabalhos... Estudos e afins...

que pagam as contas, as cervejas, os cursos, mas não a felicidade....

É né, a vida é assim, não deveria ser, mas é... você tem um emprego que detesta e que no fundo gosta e se sente aliviada em tê-lo... Mas eu tenho objetivos (que mudam frequentemente ok) para o meu futuro e não é de ter esse emprego para sempre... Mas tem gente que não tem perspectiva e é feliz... ou não, quem sabe.

Onde trabalho tem algumas pessoas que estão ha 6, 10, 12, 15 anos....
15 anos?????? Como pode?
Eu não conseguiria fazer a mesma coisa 15 anos, eu ja teria pulado de uma passarela qualquer na Via Anchieta com uma corda no pescoço...enfim...

quero ser auxiliar de necropsia (pense o que quiser)
quero ser tecnica em anatomia patológica
Sabe.. cortar cadáveres, separar e limpar os órgãos para estudo... *.*

esses dois aí, com ótimos salários em cargos públicos, quer dizer, ótimo para Natasha que não tem formação superior.

Não tive acesso à formação superior na São Judas, mas posso ter acesso na Uninove... Porque isso me incomoda tanto???

Me inscrevi no vestuibular, caraaaaca uninove...preciso estudar muito ....cof
é no sábado que vem 15,00 continho...

É isso, não posso pagar pela São Judas no currículum, pago pela Uninove, fazer o que???
Ao menos terei uma profissão e terei aulas de anatomia... o que me ajudará a aingressar no cargo que quero...

Estou quase pagando o boleto sem pedir a opinião de alguém... rsrsrsrs

Ok... foi um post meio misturado, mas as coisas se misturam mesmo, para as pessoas que não tem papai, é necessário um emprego para pagar o curso que proporcionará um outro emprego melhor no futuro.... Tudo na vida é provisório... feito para alcançar algum objetivo que também é alcançado para alcançar outros... é uma escada...e a subida não é fácil...


4 anos passam rápido...

né gordinho??? =)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Será Encosto??

Meu namorado tem uma banda onde tudo o que acontece é por culpa de algum encosto... Virou uma piada divertida.
Mas começo a pensar que realmente pode ser...

Arrumei emprego, IHUUU, aleluia, paga bem, preciso muito, mas, logo depois vieram as doenças... gastrite, gordura no fígado, pedra no rim, infecção urinária, já faltei por vários motivos...mesmo tendo atestado médico eu me sinto super culpada de faltar sabe... poxa, é minha obrigação, meu compromisso...não só pelas pessoas, pelo chefe, mas por mim mesmo...é meu compromisso comigo, de ter aquela graninha no fim do mês...OK... as doenças não passaram, ainda estou pouco podre, mas controlada, vez em quando dói alguma coisa, tomo uma bolinha e vou assim mesmo...

Mas coisas começam a acontecer fora do meu corpo também.

Hoje às 4 e meia da manhã, um cano que passa pelo meu quarto resolveu estourar. Trabalho aos Sábados das 7 às 13h e não consegui ir por causa dese cano maldito, filho de ua rapariga...
Acordei com o barulho, o chão enxarcado, e o pior é que foi atrás do meu guarda-roupa... ou seja, essa semana preciso chamar alguem pra desmontá-lo e vou precisar de outro, óbvio...

Aí me pergunto... será encosto??

Alguém que não vai com a minha cara...sei lá...Pois foi só arrumar um emprego que as coisas começaram a acontecer e a minar a minha vida...tenho vergonha de dar mais desculpas pra chefe... desculpas verdadeiras, mas desculpas do mesmo jeito...Se minha mãe não estivesse viajando tudo bem, eu acordava ela, mandava ela se virar pra ir trabalhar, mas estava sozinha, não tinha como trabalhar com a parede vazando no meu armário cheio de roupa....
Tive que ficar esperando um encanador que não veio, limpando, e o pior, com essa chuva minha roupas todas ensopadas, não tenho nem onde estender...Agora estou aqui, sem atestado, ensaiando mentalmente o que falar na Segunda para a chefe pra parecer o mais convincente possível, por que mesmo que dizendo a verdade, parece mentira...

A moça que toma conta da minha vó saiu, não avisou, desde às 14h eu to ligando pra ela que diz estar vindo e até agora não chegou...Nem sair de casa prá ir no aniversário da sogra eu posso por que minha avó não pode ficar sozinha...

Tem goteiras pela casa toda...os panos não vencem pois não para de chover e não tem onde secar...

Minha mãe levou os pacotes de molho de tomate pro sítio e não tem perebas pra comer em casa...Mas o cachorro ela deixou... =/

Olha...vou passar num centro pra tomar um passe, vou ler cartas, jogar búzios, tomar um banho de arruda com sal grosso prá ver se melhora e prá poder encarar a chefe na Segunda por que com certeza eu vou ouvir 'que aconteceu dessa vez?'

Depois me perguntam porque sou neurótica...

Ai que merda...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Começando

Por muito tempo, eu e Gabi tivemos um blog...acho que ainda temos...Até tentamos começar de novo e criar um novo Somos Neuróticas...Mas, ultimamente ficamos sem nete, sem tempo e cada uma seguiu seu rumo blogueiro....
Ela, agora, tem um blog bem divertido Gabinóica...e eu, resolvi (a)fundar o meu...

Confesso que repostarei algumas coisas de que gosto muito e que ainda não saíram da minha cabeça...Mas eu mudei bastante e algumas coisas eu prefiro esquecer e deixar bem quetinhas lá no antigo Somos Neuróticas...rsrsrs...

É isso... espero que dessa vez eu não fique sem net, sem tempo, sem vontade...

Té Mais...

OBS: e aliás, como sempre...a busca infindável por um template XD
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